quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

19 de dez-dia de entrega das notas

meus caros colegas de turma:

venho por este meio expressar a minha solidariedade e sentido de partilha do mesmo sofrimento que este dia nos causou a todos. não fiquei traumatizados, pois o tempo é de esperança. meus caros amigos ( fora aqueles que me querem ver morto) estamos de férias! o melhor tempo do ano.
este ano temos grandes problemas: os exames intermédios ( para muitos uma vantagem, mas que, para mim, é só mais uma maneira do estado conseguir empregar mais professores ao fazer manter mais aulas na escola e durante mais tempo) que nos vão obrigar a fazer noitadas nas férias, sem ser para ir pá borga; outro grave problema são os copos de plástico. passo a explicar: os copos de plástico, além de serem feitos de plástico e de terem decorações bastantes pirosas, quando caem ao chão não partem, não dão para que uma pessoa expulse todo o seu stresse na parede partindo o copo do qual bebia. assim como é que um ser humano pode estudar? eu não consigo estudar português sem ter uns quantos copos a meu redor. porquê? porque aquilo irrita! irrita porque contradiz tudo aquilo que os nossos pais nos ensinaram. um rio, segundo os nossos pais é muita agua junta que vai ter ao mar, segundo português tanto é fonte de purificação como é uma pessoa que ultrapassa todos os obstáculos para vencer na vida.
pessoal boas festas, boas entradas, boas saídas(dependendo dos casos) mas usem sacos do feira nova...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A vida

Porque cá dentro chove e cada gota que cai é uma lembrança que vai, cada gota que cai é uma vida a acabar, tudo parte e tudo fica vazio.
Esta existência de não querer existir, são chuvas que não têm cura, são chuvas que trazem a dor, são chuvas que me fazem sofrer.
Não sei porque é que tem de chuver se a vida lá fora está maravilhosa, se as flires crescem e desabrocham com o sol de cada dia, mas aqui, o sol está coberto com as nuvens pretas que não querem abrir, chove, chove e, chove.
E se alguém se lembrar de tornar as gotas da chuva em pedras, a chuva nunca mais molhará e então eu nunca mais me vou secar

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Perdão


Paro. Tento reparar nas coisas mais simples da vida. Cada vez o desejo de conhecer os pormenores torna-se maior. Desespero. Impaciente e irritada comigo própria tento perceber o porquê de te fazer sofrer. Cada dia que passa, entendo que te amo mais mas mesmo assim faço de tudo para que estejas triste. Inconsciente. Mais estúpida do que nunca descarrego toa a negatividade em cima de ti. Será por seres tão próxima de mim? Será por seres a única pessoa deste mundo que me ama de verdade? Grito. Ao fim de cada discussão contigo choro sem parar até sentir a minha cabeça quase a explodir. Uma enorme dor percorre o meu coração e nesse preciso momento ele abre os olhos e vê que te ama mais que tudo nesta vida. Enorme querer de te consolar, sabendo perfeitamente que estás cheia de raiva e choras com a alma, impede mexer-me. Paraliso sem conseguir falar. Acalmo-me. Medo e vergonha impedem dizer o que se deseja no momento, que só as crianças não têm problema nenhum em dizer. Sinto que dava tudo para voltar a ser criança para chegar-me ao pé de ti e fazer o que tu mais mereces. Uma festinha no cabelo, olhar-te nos olhos e pedir-te desculpa por tudo o que te fiz passar. Agora sim, entendo perfeitamente porque costumam dizer “Tudo o que faço é por te amar tanto!” Sim, Mãe. Todo o mal que vem de mim é feito por enorme amor e consideração que sinto por ti. És tudo para mim nesta vida, acredita. Tenho tanto orgulho de ti, querida! Odeio-me por te fazer sofrer e odeio que deixes passar isto tudo assim. Por que não me fazes o que eu mereço? Por que não me dás uma chapada ou me pões de castigo? Porquê? Diz-me! Não fiques calada a olhar para mim com pena. Não digas que é o melhor que tens a fazer, porque não é! Arrependo-me. E sei, embora não entenda bem por que, daqui um pouco perdoas-me como já muitas vezes o fizeste, pois o teu coração é tão grande. Sei que me amas como eu a ti, embora não mereça nem metade do amor que me dás. Tenho a certeza que se pudesses odiavas-me com todo o teu ser. Acredito que haja momentos em que, por mais que me queiras expulsar do teu coração, não consegues. Porque és Mãe! Por isso, Mãe, minha querida, por mais difícil que seja, eu sei que é, perdoa-me todas as desilusões que te tenho causado! Amo-te mais que tudo para sempre!

Simples Reflexão







A vida já não faz sentido. Perdi aquilo tudo o que me interessava. Porque? Porque é que já nem tenho pensamentos? Mesmo assim não durmo. Pois tenho medo de adormecer por não ter sonhos. Jamais sonharei com algo importante da minha vida. Nem com a vida me dou bem, pois sem apoio não consigo. Desejo alcançar o desejado mas sinto que não sou forte o suficiente. Lutar comigo própria, contra o lado negativo. Matar em mim aquela que é arrogante e antipática. Mas sempre que estou prestes a conseguir, parece que a outra é mais forte e o meu corpo é dominado. Já não sei lidar comigo, com ela, com a vida. Sou fraca e admito isso. E as acões já não me obedecem. Que é que se passa? Será que é o fim? Aquele fim que nunca mais chegava quando ainda estava cheia de força para lutar, querer vencer o mal. Os sonhos hoje são inalcançáveis. Estou a perder, como perdi aquilo tudo o que me interessava.