quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

19 de dez-dia de entrega das notas

meus caros colegas de turma:

venho por este meio expressar a minha solidariedade e sentido de partilha do mesmo sofrimento que este dia nos causou a todos. não fiquei traumatizados, pois o tempo é de esperança. meus caros amigos ( fora aqueles que me querem ver morto) estamos de férias! o melhor tempo do ano.
este ano temos grandes problemas: os exames intermédios ( para muitos uma vantagem, mas que, para mim, é só mais uma maneira do estado conseguir empregar mais professores ao fazer manter mais aulas na escola e durante mais tempo) que nos vão obrigar a fazer noitadas nas férias, sem ser para ir pá borga; outro grave problema são os copos de plástico. passo a explicar: os copos de plástico, além de serem feitos de plástico e de terem decorações bastantes pirosas, quando caem ao chão não partem, não dão para que uma pessoa expulse todo o seu stresse na parede partindo o copo do qual bebia. assim como é que um ser humano pode estudar? eu não consigo estudar português sem ter uns quantos copos a meu redor. porquê? porque aquilo irrita! irrita porque contradiz tudo aquilo que os nossos pais nos ensinaram. um rio, segundo os nossos pais é muita agua junta que vai ter ao mar, segundo português tanto é fonte de purificação como é uma pessoa que ultrapassa todos os obstáculos para vencer na vida.
pessoal boas festas, boas entradas, boas saídas(dependendo dos casos) mas usem sacos do feira nova...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A vida

Porque cá dentro chove e cada gota que cai é uma lembrança que vai, cada gota que cai é uma vida a acabar, tudo parte e tudo fica vazio.
Esta existência de não querer existir, são chuvas que não têm cura, são chuvas que trazem a dor, são chuvas que me fazem sofrer.
Não sei porque é que tem de chuver se a vida lá fora está maravilhosa, se as flires crescem e desabrocham com o sol de cada dia, mas aqui, o sol está coberto com as nuvens pretas que não querem abrir, chove, chove e, chove.
E se alguém se lembrar de tornar as gotas da chuva em pedras, a chuva nunca mais molhará e então eu nunca mais me vou secar

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Perdão


Paro. Tento reparar nas coisas mais simples da vida. Cada vez o desejo de conhecer os pormenores torna-se maior. Desespero. Impaciente e irritada comigo própria tento perceber o porquê de te fazer sofrer. Cada dia que passa, entendo que te amo mais mas mesmo assim faço de tudo para que estejas triste. Inconsciente. Mais estúpida do que nunca descarrego toa a negatividade em cima de ti. Será por seres tão próxima de mim? Será por seres a única pessoa deste mundo que me ama de verdade? Grito. Ao fim de cada discussão contigo choro sem parar até sentir a minha cabeça quase a explodir. Uma enorme dor percorre o meu coração e nesse preciso momento ele abre os olhos e vê que te ama mais que tudo nesta vida. Enorme querer de te consolar, sabendo perfeitamente que estás cheia de raiva e choras com a alma, impede mexer-me. Paraliso sem conseguir falar. Acalmo-me. Medo e vergonha impedem dizer o que se deseja no momento, que só as crianças não têm problema nenhum em dizer. Sinto que dava tudo para voltar a ser criança para chegar-me ao pé de ti e fazer o que tu mais mereces. Uma festinha no cabelo, olhar-te nos olhos e pedir-te desculpa por tudo o que te fiz passar. Agora sim, entendo perfeitamente porque costumam dizer “Tudo o que faço é por te amar tanto!” Sim, Mãe. Todo o mal que vem de mim é feito por enorme amor e consideração que sinto por ti. És tudo para mim nesta vida, acredita. Tenho tanto orgulho de ti, querida! Odeio-me por te fazer sofrer e odeio que deixes passar isto tudo assim. Por que não me fazes o que eu mereço? Por que não me dás uma chapada ou me pões de castigo? Porquê? Diz-me! Não fiques calada a olhar para mim com pena. Não digas que é o melhor que tens a fazer, porque não é! Arrependo-me. E sei, embora não entenda bem por que, daqui um pouco perdoas-me como já muitas vezes o fizeste, pois o teu coração é tão grande. Sei que me amas como eu a ti, embora não mereça nem metade do amor que me dás. Tenho a certeza que se pudesses odiavas-me com todo o teu ser. Acredito que haja momentos em que, por mais que me queiras expulsar do teu coração, não consegues. Porque és Mãe! Por isso, Mãe, minha querida, por mais difícil que seja, eu sei que é, perdoa-me todas as desilusões que te tenho causado! Amo-te mais que tudo para sempre!

Simples Reflexão







A vida já não faz sentido. Perdi aquilo tudo o que me interessava. Porque? Porque é que já nem tenho pensamentos? Mesmo assim não durmo. Pois tenho medo de adormecer por não ter sonhos. Jamais sonharei com algo importante da minha vida. Nem com a vida me dou bem, pois sem apoio não consigo. Desejo alcançar o desejado mas sinto que não sou forte o suficiente. Lutar comigo própria, contra o lado negativo. Matar em mim aquela que é arrogante e antipática. Mas sempre que estou prestes a conseguir, parece que a outra é mais forte e o meu corpo é dominado. Já não sei lidar comigo, com ela, com a vida. Sou fraca e admito isso. E as acões já não me obedecem. Que é que se passa? Será que é o fim? Aquele fim que nunca mais chegava quando ainda estava cheia de força para lutar, querer vencer o mal. Os sonhos hoje são inalcançáveis. Estou a perder, como perdi aquilo tudo o que me interessava.

domingo, 25 de novembro de 2007

Adormecer



Não acordes. Não acordes. Não acordes. Não me acordes do sonho que não é sonho e pode ser muito bem um sonho. Não acordes. Não acordes. Não me acordes das viagens que faço de olhos abertos. Não acordes e tragas os filhos da puta dos tormentos. Não acordes e me dês uma segunda realidade. Deixa que este adormecer seja um adormecer e um dia seja a primeira realidade das mil e quinhentas. Porque não mil e setecentas? Das mil e novecentas realidades fracassadas. Um fracasso. Um fracasso. Um fracasso. Estou farta do fracasso. Os nossos fracassos. As lágrimas serem sempre as mesmas. Diferentes. As mesmas coisas. Não quero já mais as mesmas coisas. Se calhar um dia parto de vez. Quero quanto mais breve. Sinal que estou bem. Deixem-me poder finalmente partir e nunca mais voltar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

in the shadow of the day

E ela olhou para ele como da primeira vez. E ele parou. Sentiu o seu corpo ficar sem reacção. Como na primeira vez em que ela fez derreter o gelo. Da primeira vez que ela o fez acordar. Da primeira vez que ele se sentiu inseguro. E ele pediu, em segredo, que ela repetisse a primeira vez. Saberia que era errado, melhor, que não era certo, mas não naquele momento em que o chão e o tecto, as pessoas e as vozes, todos lhe fugiam. Ficou apenas ela. O seu olhar. A maça que ele provara e jurara que seria a ultima vez. Voltou a deseja-la. Tornou a imagina-la nos seus braços.
E ele soube. Soube que não se repetiria. Soube que ela não o ouvira. O seu pedido. A sua mente voltou a divagar. Divagou sobre o que seria se ela e todos o tivessem ouvido. O que faria ele? Se o tivessem ouvido. Se o tivessem ouvido.
Não interessava. Não se importava. Não queria sequer pensar nisso. Fraquejou. Sabia-o. E ai jurou não voltara faze-lo. Era impossível. Mas jurou e voltou a jurar. Sem medo do castigo do juramento quebrado. Porque naquele momento era para cumprir. Amanhã logo se via se o cumpriria. Amanhã. Não seria fácil. Reconheceu, aí que era isso que o movia. Que o cativava. Que o fazia olhar e voltar a olhar. Não era ela. Nem o seu olhar. Era o desafio. Até aí só o desfio o tinha motivado. O subconsciente guiava-o para ele. Sem sequer saber. Cada ela que ele desejava era um desafio. Todas impossíveis. No fundo gostava. Sabia que nenhuma delas lhe estava destinada. Reconheceu.
Resignou-se.
Viveu.
Tentou ser feliz.
Não valia a pena sê-lo.
Porque aí deixava de ter de tentar.
Dedicou assim a sua vida.
Aos desafios.
A fazer com que os outros acreditassem no que ele deixou de acreditar na primeira vez.
Amou.
Sempre em segredo.
Mostrara-se disponível quando considerava necessário.
Fazer acreditar.
Que não foi o último.
Beijo. Carícia. Sussurro.
Amor

calem-me este gajo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Já a minha mãe dizia


A minha mãe costuma dizer que devemos ser amigos de toda a gente. Má ou boa, feia ou bonita, rica ou pobre. E ela tem razão! Admiravelmente, mas sim, tem razão.


Ou seja, isto não quer dizer que tenhamos de ser bons samaritanos, nada disso! Nem eu era capaz de tal proesa... mas imaginemos que toda a gente joga no euromilhoes, e um dia calha a alguém que conhecemos, mas que não damos grande confiança e logo essa pessoa teve a sorte de ganhar uma porrada de dinheiro e nós não nos damos com essa pessoa. ja imaginaram a frustação??? Era preciso ter azar!! Assim, ao sermos amigáveis com toda a gente, além de termos a possibilidade de ganharmos, nós próprios a ganhar o dinheiro, toda agente que conhecemos pode ganhar e dar qualquer coisa.


Temos que contar também com a hipótese de uma menina menos bonita, ou que nós não achemos tanta graça, ter uma amiga, ou amigas, boas como o milho. Não podemos desprezar ninguém que nos dirija a palavra!


É, por isso, imperial, para quem quer ter algum sucesso, falar com toda a gente, uma vez que não conhecemos os seus contactos, ou proventura, se joga no euromilhoes!!
Vão com deus!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Our Way

De onde provem a nossa existencia?Como é que existimos?Para onde foram as fezes de 23 de Junho de 2004 que nós fizemos?Peço desculpa se me acharam esta ultima estupida mas é verdade... O que somos no inicio e o qe somos no fim?As estrelas...A lua...O que será isto tudo? Um sonho? Um jogo com inteligencia artificial(ao estilo de The Sims?Estas questões intrigam-me, fazem-me pensar na insignificancia da nossa passagem por esta vida terrena em que temos de arranjar maneira de nos sustentarmos em dada altura da vida, mantendo uma rotinha continua durante meio século.É uma chatisse saber que no fim vamos morrer e que nos temos de contentar com o que vivemos. Se há ou não vida depois da morte, não serei certamente eu a decidir. Deus existe? provavelmente não, mas o Homem precisa de acreditar em algo, e se for algo polemico ainda melhor. O iphone é mesmo muito futurista? O que ele faz agora não surpreende um mendigo. Não me vou questionar mais pois já devem estar aborrecidos.. se é que alguem chegou a ler até aqui.. ou sequer leu alguma coisa. Mas a questão principal que desejo incutir nas vossas mente é mesmo De onde venho? Para onde vou?
Saudamentos

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A vida é ilusória






“ A vida é uma feira e tudo são barracas e saltimbancos” Álvaro de Campos

Campos é o heterónimo pessoano da vertigem, da modernidade, da loucura, do frenesim, da vontade de “ sentir tudo de todas as maneiras”. É um futurista, na verdadeira acepção da palavra, da vitalidade transbordante, que manifesta uma predilecção pelo amor ao ar livre e ao belo feroz. É, assim, um poeta emotivo e sensacionista. Neste heterónimo vislumbra-se uma luta sem quartel às tradições, à cultura feita; à exaltação dos instintos guerreiros; à apologia do Homem novo, protótipo isento de sensibilidade, saudável, amoral, dominador, livre de todas as peias. A palavra é, nesta perspectiva, a própria sensação dinâmica.

Mas, na verdade, a leitura integral do poema deixa antever um outro Campos, que só lutando consigo próprio, por um esforço de imaginação, consegue cantar o progresso delirante, já que a inércia, o tédio, a desilusão, a embriaguez da dor de viver e pensar o avassalam.

Na estrofe onde este pertence surge, aparentemente, sente-se o fascínio da sensação (“ Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações”); porém, ao afirmar que (“ A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos”), o poeta deixa transparecer a amargura de viver, a vida, afinal, é um conjunto de aparências, de hipocrisias, tudo se conjuga, apenas, para simular a dor de pensar e viver, já que ao dizer (“ penso nisto”), à sua mente aflora somente a dor, o (“ coração que chora”), a (“sombra”), pois a sua (“dor é velha”) e está fechada na feira que é a própria vida, que ele vai teatralizando par atenuar o tédio e a abulia do presente.

Efectivamente, a vida “ é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos”, esta é também a minha perspectiva.

Se pensarmos na loucura desenfreada do mundo actual, sabemos que tudo são aparências, que a simulação e a adulação dominam as nossas vidas. Vivemos ao ritmo da impaciência. Basta olhar para as filas de trânsito, ouvir as buzinadelas, ver os condutores a fumegarem, no fim de mais um dia de trabalho; já para não falar do vício do computador, do dedo sempre a clicar no rato. Isto são as nossas vidas de “feira” e é, assim, que aparentemente somos felizes. Gostamos deste viver desenfreado e sem fôlego, da adrenalina das emoções e das sensações. Todavia, tal como defende o poeta, isto é teatro, isto é falso, isto é a maldição da vida urbana. Isto é o que fazemos para simular as nossas verdadeiras vidas, pensamos que ao representar um papel de felicidade, vamos conseguir conquistá-la, mas isso não é verdade. É puro disfarce de saltimbanco que salta para atenuar a dor que verdadeiramente o consome. Já na Antiguidade, Platão disse que a vida era uma reminiscência de uma outra, essa sim, feliz e verdadeira. Assim, parece que andamos apenas e só a representar um papel que nos foi dado, mas não sabemos o que fazer com ele, quais serão os passos certos, neste palco, que é a vida?

Concluindo, eu e o poeta estamos em total sintonia, já que as sensações, a vertigem e a euforia são um disfarce para atenuar a dor de viver, num mundo que é tão perverso e faz sofrer.

Edite 07

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

As cerejas e a primavera

Jogas todos os dias com a luz do universo.
Visitadora súbtil, chegas com a flor e a água.
És mais do que a pequena cabeça branca que aperto
Como uma raiz em minhas mãos a cada dia.

Com ninguém te pareces desde que te amo.
Deixa-me prender-te entre as flores amarelas das grinaldas.
Quem escreve teu nome com letras de fumaça entre as estrelas do sul?
Ah! Deixa-me recordar como eras antes quando ainda não existias.

De repente o vento uiva e golpeia minha janela fechada.
O céu é uma rede coalhada de peixes sombrios.
Aqui vêm dar todos os ventos, todos.
Te despes da chuva.

Os pássaros passam fugindo.
O vento. O vento.
Eu posso lutar contra a força dos homens.
O temporal arremessa folhas escuras
E solta todos os barcos que à noite foram amarrados ao céu.

Tu estás aqui. E tu não foges
Responderás até o último grito.
Agasalha-te a meu lado como se tivesses medo.
Sem embargo, alguma vez, uma sombra estranha correu por teus olhos.

Agora, agora também, pequena, me trazes madressilvas,
E tens até os seios perfumados.
E embora o vento triste galope matando borboletas
Eu te amo, e minha alegria morde tua boca de ameixa.

Por mais que seja doído se acostumar a mim,
A minha alma só e selvagem, a meu nome que todos afugentam.
Nós já vimos tantas vezes arder nossos olhos com os beijos das luzes
e sobre nossas cabeças sucederem-se crepúsculos como gigantescos abanos.
Minhas palavras chovem sobre ti como carícias.
Amo há muito tempo teu corpo dourado de sol.
Até te creio dona do universo.
Eu te trarei das montanhas flores alegres, florzinhas,
Avelãs escuras, e cestas selvagens de beijos.

Eu quero fazer contigo
O que a primavera faz com as cerejas.

Pablo Neruda


Afinal o que é a primavera?

A descoberta duma nova vida, o despoletar das emoções e das sensações. Depois de um tempo de tristeza, de frio, de acolhimento que foi o Inverno surge em todo o seu esplendor o sol dourado, o céu colorido de um azul mais brilhante, mais forte e mesclado de esperança. A Primavera tudo renova e transforma - o que estava adormecido e esquecido explode em sinfonia. Assim, surge ela - o objecto do amor - a mulher, que se impõe como luz do universo, cuja beleza inumana lembra uma flor, bela, frágil e perfumada para receber água, fonte de vida, de fecundidade, faz a raiz agarrar-se à terra e surgir o verde que se transformará em fruto, em flor! Logo, o amor é a fonte de energia, a chama da transformação que nos prende em suas grinaldas. Depois da flor o fruto... há também o vento que encerra o desejo por ser volátil, porque agita os corpos em frémito e provoca prazer...

Ela (mulher), ele (homem) procuram-se nesse arco-íris que parece temporal, que explode e solta amarras. Ela é a primavera que se traduz em beijos de luz e pinta as palavras de carícias, o corpo é sol! Se tudo isto é a primavera, então ele quer fazer com ela o que a primavera faz às cerejas - engravida a terra (nas suas raízes), deixa que ela expluda em prazer e faz surgir a flor e o fruto - carnudo, vermelho, saboroso.

Enfim, parece-me que isto é apenas um hino ao amor, ao erotismo, à beleza da descoberta do outro, à entrega franca e destemida dos corpos que se procuram e se desejam, como a primavera deseja colorir as flores e saborear os frutos...afinal todos somos cerejas!

Edite 07

Ainda se lembram?!...


A casa dos meus avós é muito divertida. Gosto muito do baloiço que o meu avô me fez quando eu ainda era pequenino. É um baloiço gigante, de madeira, amarrado a duas árvores tão crescidas que tocam no céu.

Daqui consigo ver toda a casa dos meus avós. É uma casa muito grande e tem um jardim muito bonito.

O jardim tem muitas árvores que dão maçãs, peras, laranjas e muitas outras frutas que não sei o nome. À volta da casa vejo a minha mãe a regar umas flores muito coloridas, que têm tantas cores que parecem um arco-íris. No centro do jardim está um lago com muitos patinhos onde ontem a pata crescida teve patinhos.

Ao fundo do jardim está a casa dos meus avós. É uma casa branca às risquinhas amarelas. Entrando na casa, tenho um corredor cheio de retratos com fotografias dos crescidos e de eu com a minha prima quando nós ainda éramos muito pequeninos. Ao entrar no corredor já sinto o cheirinho do bolinho de chocolate da minha avó. Entro, então, na primeira porta à esquerda e chego à cozinha. A cozinha tem uma mesa redonda de madeira onde a minha avó poisou o bolo. A minha avó faz bolos muito bons. A minha avó é uma super heroína dos doces. A cozinha tem também um balcão que tem um lava-loiça e em cima desse balcão a minha avó tem uma máquina branca que faz magia. A máquina branca da minha avó consegue aquecer o meu leitinho muito rápido. A cozinha da minha avó também tem muitos armários brancos. Como ainda não cresci tudo ainda não chego àquele armário alto onde a minha avó guarda os rebuçados e os chocolates. A minha avó esconde lá os doces, porque diz que muitas guloseimas fazem mal aos dentinhos. Os crescidos são mesmo chatos! Como eu não chego ao armário dos doces quando não está ninguém na cozinha ponho uma cadeira para ficar mais crescido e chegar ao armário das guloseimas. Do outro lado do corredor há uma porta que dá para entrar na sala dos meus avós. A sala dos meus avós tem duas janelas muito limpinhas, tem um móvel onde está uma televisão e, à direita, tem uma estante com muitos livros grandes e velhinhos. Os livros já cresceram tudo porque já são velhinhos. Como os livros são velhinhos já não crescem mais. O meu avô, às vezes senta-se na cadeira de baloiço que está ao pé da janela e conta-me umas histórias de super heróis muito engraçadas. À esquerda da cadeira há dois sofás pequeninos e um sofá grande onde o meu pai se deita muitas vezes a ler o jornal e isso. Saindo da sala há umas escadas com muitos degraus. Não sei bem quantos degraus são, porque sempre que conto perco-me sempre com o número dos degraus, mas quando eu for um bocadinho maior também vou conseguir contar sem me enganar como os crescidos. Subindo os degraus vamos ter ao segundo andar da casa que tem três quartos e uma casa de banho onde eu corro para ir quando estou muito aflitinho. O primeiro quarto é o dos meus avós. O quarto dos meus avós é grande e tem uma cama daquelas para dois crescidos. O quarto é muito dourado e azul e tem um guarda-fatos que tem um espelho muito engraçado lá dentro. Quando eu olho para o espelho vejo um menino assim muito parecido comigo que é da mesma altura e tudo! Eu acho que até sou especial porque tenho sempre uma espécie de irmão gémeo nos espelhos! Talvez seja uma característica própria que só os super heróis têm. O quarto dos meus avós tem também duas mesinhas de cabeceira e um móvel onde está um livro muito grande e uns bonequinhos engraçados. Lembro-me de ver muitas vezes a minha avó com uma vela e a dizer umas coisas esquisitas em frente aos bonequinhos. Nunca percebi bem o que é que ela faz, mas são coisas de crescidos e os crescidos são mesmo assim. Os crescidos não fazem coisas que se percebam, são sempre muitos estranhos e complicados! Ao lado do quarto dos meus avós está um quarto onde os meus pais dormem quando vimos para cá nas férias. O quarto onde eles dormem só tem uma cama para crescidos como a dos meus avós e uma cómoda que tem mais ou menos cinco gavetas onde a minha mãe arruma a roupa dela e a roupa do meu papá. Saindo desse quarto está o quarto onde eu costumo ficar a dormir. O meu quarto tem umas cortinas e uns tapetes que são muito coloridos. A cama do meu quarto é a mais gira de todas. É uma cama que são duas camas. Tem uma cama que fica mais em baixo e depois tem outra que onde só se chega subindo umas escadinhas. A minha prima às vezes também vem passar férias para casa dos meus avós. A minha prima tem a mesma idade que eu. Como a minha prima tem um bocado de medo das alturas, quando ela vem para casa dos meus avós dorme na cama de baixo e eu como sou mais corajoso e valente durmo na cama de cima. Ao sair do quarto existem outras escadinhas que se subirmos vamos ter à torre mágica. Eu adoro a torre mágica. Através da torre podemos ver todo o jardim dos meus avós, porque a torre tem muitas janelinhas. A torre é um lugar muito engraçado e é muito alta. Eu gosto muito da torre, porque eu e a minha prima fazemos muitas brincadeiras lá. Por exemplo, é na torre que eu jogo com a minha prima ao faz de conta e é na torre que eu brinco com a minha prima ao super herói que salva a princesa.

O meu avô agora está-me a chamar. Eu vou para a sala ouvir mais uma história de super heróis, porque eu para ser um grande super herói quando for muito crescido tenho de aprender mais. O meu avô diz que eu já sou um super herói, mas eu quero ser o melhor super herói do mundo e quero ter muitos super poderes!

A propósito do amor

Elogio Ao Amor

Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de
antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam
decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecológica de
camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam
"praticamente" apaixonados.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do
amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,
farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os
de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de
ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá
tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos,
bananoides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o
desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a
comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a
pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso
"dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos
casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice,
facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para
nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de
azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo
ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" e uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um
destino.
O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o
clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber.
O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do
que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É
por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se
invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se
lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por
muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda
o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não
está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor
que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber,
amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,
viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode
ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a
vida inteira. E vale-la também...

Miguel Esteves Cardoso in "Expresso"



Realmente... estranho...
Afinal o que será o amor puro?
A paixão? O encontro? O desencontro?
É comum dizer-se que o amor é para os poetas, para os filósofos loucos, para os pensadores mais ou menos complexos.

Mas, cada um de nós já teve, tem ou deseja ter um amor puro... ou talvez não. Porque a pureza aflige, perturba, irrita, atrapalha, expõe-nos, desnuda-nos!
É claro que se eu fosse poeta trauteava um poema de amor...falava...

daqueles olhos em serenos sobressaltos que espelham o mar, a onda, a maresia...
daquele corpo que é flor azul, que se abre em hinos de primavera...
daquela boca que procura o beijo profundo, húmido e saboroso..
daquele sorriso que é sinfonia de verão....
daquele movimento que é todo música, dança e sedução...
daquele sentir que queima, abrasa, avassala, sufoca, flutua, que é prisão e leveza, que é lágrima e sorriso, que é arrepio e prazer,
que é melancolia, saudade, dor e loucura, frenesim e encanto suave...
daquele momento em que os olhos se espraiam no corpo em busca do vulcão que abrasa a boca e se combina num arco-íris de sorrisos melodiosos e estridentes, sussurrando palavras dançantes, musicais, doces e amargas...
daquele momento de fascínio que é descobrir o eu e o outro, de se querer sentir com asas de condor, de ser águia e voar...voar...
sentir a beleza de ser fonte, de não ter amarras, de ter fantasias doces, coloridas e apetecidas e de se iludir na magia simples de um gesto badalado no coração, que se enfeitiça de esperança, de ilusão, de emoção, de paixão, de alegria e dor!

Será isto o amor??????????

Não sei... não sou poeta. Só sei sentir...

Edite nov 07

Não!

Não quero que passes uma borracha por cima do que está a acontecer entre nós, não quero que passes uma borracha por cima do que sentimos e vivemos juntos, não quero que apagues todos os momentos que passamos como que eu apago uma palavra mal escrita enquanto escrevo isto!

Não quero, não posso, não consigo!

És-me demasiado importante para que desista, para que te apague, por instantes ou mesmo por hoje ou por amanhã! Não o posso fazer! Amo-te demasiado para que isso aconteça!

Cada vez que me lembro dos teus beijos, dos teus olhos, dos nossos sinais... fico completamente perplexa comigo mesma! Dou por mim a pensar como seria sem te ter comigo, e sabes? Não consigo! Não consigo porque simplesmente não imagino, ou não quero imaginar! Como é que posso esquecer alguém que me é tanto? Como é que te posso perder? Como? Se quando estou contigo tudo é tão simples e tão fácil de se perceber, é tudo tão espectacularmente espectacular, é tudo tão tudo!

É a segunda vez! Mas desta já passaram algumas semanas contigo,pode não ser infinito, pode até ser, mas o que interessa é o momento, este momento contigo, agora que estou bem, até posso daqui a uns tempos nem estar, mas o que interessa é o agora, o agora vivido e passado contigo! Como tu dizes " Não digo que andaremos para sempre porque ninguém sabe o dia de amanhã. Não sei o que farei ou farás amanhã, muito menos daqui a 2 ou 3 meses ou anos. O futuro é incerto." e eu faço das tuas as minhas palavras!

És não só uma coisa, mas tantas ao mesmo tempo, tantas que não as consigo enumerar, definir, dizer ou até mesmo contar... És-me tudo aquilo que possas imaginar, pensar, mostrar! És-me tudo!

Até pode parecer que estou a gastar o meu tempo a escrever isto tudo, já lá vai uma página do meu caderno, mas não, porque não me canso de dizer o que sinto por ti e de te mostrar os meus medos, receios! E tu? Vais-te cansar?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O próximo passo

Temos de compreender que a morte é às vezes uma opção legítima e positiva, não um insucesso. Quem somos nós para julgar o percurso de uma alma? Uma doença grave pode levar uma pessoa a optar pela vida e fazer as mudanças necessárias para se curar; Outra pessoa pode, consciente ou inconscientemente, optar pela morte. Talvez a segunda tenha cumprido a sua missão nesta vida, ou sinta que poderá dar o próximo passo mais utilmente noutro plano de existência ou numa vida futura.

sábado, 27 de outubro de 2007

Uma noite

Soltei um suspiro no éter, que foi projectado para o vazio, não havia nada que pudesse ocupar o que sentia naquela noite! Fiquei a noite toda acordada, dirigi-me para a varanda do meu quarto, fiquei por ali no decorrer da noite, escutando os chilrear dos bichos, a contemplar os morcegos a voar, por cima da minha cabeça! Enfim, não sei porque, nem de onde veio aquela atitude, o meu inconsciente misturado com o vazio do meu coração levaram-me a ter aquela reacção. Encontrava-me imobilizada, encostada à parede de xisto, embrulhada no meu cobertor, encontrava-me completamente gelada, parecia que o sangue já não corria, dentro de mim. Meu rosto, encontrava-se pálido, parecia ser uma figura de cera, meus pés, esses nem os sentia! Passaram mil e um pensamentos, passaram mil e uma atitude pelo meu pensar. Não agi, com receio de perturbar o sono dos que por ali habitavam! Começou amanhecer e os morcegos começaram a desaparecer, mas eu por ali fiquei, que nem estátua, que nem Ser sem o ser! Uma aragem debateu sobre o meu rosto sem cor, arrastou os meus cabelos, levou os meus pensamentos juntamente com o meu coração! Avistei algo que fez com que o meu coração batesse com mais intensidade, e eu quase já morta, quase sem forças, levantei-me para ter a certeza que eras tu! Talvez fosse tudo da minha imaginação, talvez nem existisse ninguém por ali aquelas horas da madrugada. Soltei-me do cobertor, apenas com uma camisa de seda, corri em tua direcção, não sei onde foi buscar forças para correr, talvez as fosse buscar dentro de mim. Cheguei lá e não se encontrava ninguém, mas o meu coração continuava a bater com a mesma intensidade, morta de cansaço, morta de esperar, morta de frio, cai sobre o alcatrão gelado, mergulhei os meus olhos sobre o chão e fiquei por ali. Olhei para o horizonte e avistei um pequeno bilhete, com esperança que fosse algo para me aconchegar o coração que se encontrava arrastado por um tsunami que por ali tinha passado, desfolhei o pequeno papel amachucado que dizia: ‘’ Todas as maravilhas que precisas estão dentro de Ti, assinado teu astronauta. ‘’ Rebolei sobre aquela camada de alcatrão, meu coração sorriu, levantei-me e foi para o meu quarto. Abri a gaveta de sonhos que continha um coração de chocolate, e pousei o papel lá! Bocejei, tirei a camisa de seda que escondia as formas do meu corpo. Levantei os lençóis e mergulhei sobre eles. Acordei com os gritos da vizinha a mandar calar o pequeno gaiato que só pensava em fazer asneiras, estava cheia de sono mas sei que não conseguia adormecer outra vez, decidi levantar-me, arrastando comigo o lençol, com objectivo de cobrir o meu físico, vigiei entre os buracos do estore, e avistei o encantador astro-rei, que já aqui habita à 4600 milhões de anos, liguei o zen, pôs uma musica afrodisíaca e comecei a dançar , escondida entre o lençol branco . Por momentos visualizas-te a gesticulação do meu cadáver como ninguém alguma vez tinha visto! Como a imaginação do Ser Humano pode ser tão elevado, como tão baixa, como a imaginação do Ser Humano nos pode fantasiar e mergulhar sobre um véu de pureza! A música tinha terminado e o sonho acabado, esfreguei os olhos e tudo tinha passado, tudo tinha se transformado em pequenas bolas de sabão.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Pois bem

Pois bem... Parece que a professora, e conjuntamente, directora de turma não estava a mentir...
É uma boa iniciativa para incentivar os jovens a escrever, uma vez que existem, e gradualmente vão aumentando, pessoas que nem falar, falam corretamente. Já não falo dos bués e dos yas, passando ainda pelo gracioso brô. O que aqui me refiro é a utilização errada, na mesma frase, de dois grupos de recursos linguísticos: verbos e adjectivos.
A frase a que me dirijo é:"tás pior!"
Em primeiro lugar analisemos a coerência da frase. Quando um sujeito indeterminado refere-se a uma pessoa dizendo tás pior, a pessoa fica sempre á espera do resto da frase. mas então tou pior que quê? pensará essa pessoa, qual será o termo de comparação utlizado, para que seja eu, logo eu, que esteja no fundo da lista?? Eu sei isto porque já eu me senti assim. Impotente para responder à letra porque na realidade não sabemos sobre o que é que estamos a ser criticados. Houve, inclusivamente, uma vez que se viraram para mim e disseram tás pior. Eu logicamente parei a minha marcha para que a pessoa pudesse completar o seu insulto. Pois bem... Ela olha-me, eu, como já estão a ver, olho para ela, e ela diz-me olá. Epá, na altura fiquei contente, porque pensei que iria ser violentamente agredido psicologicamente. Mas depois reparei que já nem a arte de bem insultar é excutada com correcção.
Em segundo fui ver ao dicionário esse verbo tão popular que se designa por tar. O máximo que se encontrava entre taq e tara, era taquipsíquico. Bem não me pareceu muito parecido( não liguem a redundância) mas fui ver a descrição: sobreexcitação das funções psíquicas com veloz associação de ideias, traduzindo-se na expressão verbal por mudança de assunto e elipses, observáveis nos estados maníacos e epiléticos; a primeira até percebi, agora a segunda, de elipses na expressão verbal, parece-me, a mim, treta.
Deixo-vos com esta observação: essa pessoas que usam essa expressão querem ser cool, mas quando uma pessoa ouve este tipo de expressões pela primeira vez ao que é que associa? À giria dos dependentes de produtos potencialmente viciativos.
Despeço-me com a honra de ter sido o primeiro a ter a ousadia e coragem de escrever nesta página digital.